sábado, 25 de abril de 2015

BIBLIOLOGIA - O PENTATEUCO



São os cinco primeiros livros da Bíblia: Genesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio. Pentateuco vem de uma combinação da palavra grega “penta” que significa cinco e “teuchos” que pode ser traduzido como pergaminho. São, portanto, OS CINCO ROLOS. No hebraico são os livros da Lei, ou, Torá que significa ensinamento, instrução.
          Estes livros possuem tema comum. Depois das narrativas sobre os primórdios do mundo em Gn. 1-11, contam a história do povo de Deus desde a vocação de Abraão até a morte de Moisés, compreendendo um período de cerca de 600 anos, ou seja, de aproximadamente 1800 até 1250 A.C.
          A idéia de uma comunidade que obedece a vontade de Deus é o centro destes livros, e por isso lhes deu o nome hebraico de Torá. Podemos considera-los como um único livro, embora incluam toda sorte de escritos: narrativas, leis, instruções sobre o culto e as cerimônias religiosas, sermões e genealogias.
1.     Livro de GENESIS – livro dos inícios, como diz o seu nome grego que significa “origem”. Trata da criação de uma maneira geral. Fala da origem do homem e da mulher. O livro está dividido em 2 grandes partes: os caps. 1-11 narram a história da criação do mundo e da raça humana. Lemos sobre Adão, Eva, Caim, Abel, Noé e o dilúvio, e a torre de Babel. Os caps. 12-50 passam da história geral da humanidade para a de uma pessoa: Abraão e sua família.
2.     Livro de ÊXODO – a palavra Êxodo vem do grego e significa “saída”. Narra como o povo de Israel saiu do Egito, onde era escravo, e emergiu como nação livre. A figura central é Moisés, o grande líder de Israel, chamado por Deus para conduzir o povo fora do Egito. O Êxodo divide-se em três partes: caps. 1-18, o povo hebreu é libertado da escravidão no Egito. Os caps. 19-24, Deus faz um pacto com o seu povo no Sinai. Dá-lhes normas segundo as quais deviam viver, tanto no deserto como na Terra Prometida. Os caps. 25-40, Deus dá ao povo de Israel instruções sobre a construção de uma tenda móvel (o Tabernáculo) para adorá-Lo.
3.     Livro de LEVÍTICO – é substancialmente um livro de leis. São leis sobre as cerimônias religiosas, o culto e a vida cotidiana, com o objetivo de manter o povo de Israel num relacionamento justo com Deus. O nome deriva dos sacerdotes (membros da tribo ou clã de Levi) aos quais cabia cuidar das leis do culto. Contem as seguintes seções: caps. 1-7, leis sobre sacrifícios e ofertas e seu significado. Caps. 8-10, leis referentes aos homens que podiam ser sacerdotes e sua destinação para o exercício de suas funções. Caps. 11-15, leis referentes à vida cotidiana, concentradas sobre as coisas “puras” e “impuras” que impediam as pessoas de participar do culto divino por certo tempo. Caps. 16, o dia da expiação. Ocasião anual em que se faziam ofertas para “purificar” o povo do pecado. Caps. 17-27, leis sobre a santidade de vida e o culto.
4.     Livro de NÚMEROS – conta a história de Israel em sua peregrinação de quase 40 anos pelo deserto do Sinai. Começa no terceiro ano depois da saída do Egito e termina um pouco antes da entrada em Canaã. O título de Números provém das duas “enumerações” (recenseamento) dos israelitas no monte Sinai e nas estepes de Moah, perto do rio Jordão e de Jericó.

5.     Livro de DEUTERONÔMIO – consiste de uma série de discursos de Moisés aos israelitas nas estepes de Moah, pouco antes da entrada na Terra Prometida. O nome do livro significa “segunda outorga da lei”. Mas na verdade trata-se de nova confirmação das leis dadas por Deus no Sinai. O grande tema de Deuteronômio é que Deus salvou e abençoou Seu povo, e este deve sempre lembrar disso, amá-Lo e obedecer-Lhe. As palavras que Jesus classificou de O MAIOR MANDAMENTO: “Amarás a Yahweh teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma e com toda a tua força”, são do Deuteronômio (6:4-5 e Mt. 22:37). 


domingo, 12 de abril de 2015

"A ORAÇÃO QUE É RESPONDIDA"


II Crônicas 20:2-3

 No geral, só nos entregamos à prática da oração ou ao jejum quando estamos em apuros e em situações conflitantes. Mas o que determina e garante a resposta e o resultado do jejum não poderá ser tal situação de apuro e conflito, mas o modo e o estado de nosso coração quando recorremos a estes meios da graça. Portanto, o rei Josafá orou com o povo de Israel e de imediato o Senhor respondeu. Por que esta oração foi atendida de forma tão rápida? Bem, há 3 razões prontidão do Senhor em responder a “oração de Josafá”; razões as quais servem de modelo para nós hoje.
1.     A oração respondida porque louvou ao Senhor: o rei Josafá começou sua oração assim: “Ah! Senhor, Deus de nossos pais, porventura, não és tu Deus nos céus? Pois tu és dominador sobre todos os reinos das gentes, e na tua mão há força e poder, e não há quem te possa resistir...” (II Cronicas 20:6-8). Portanto, eis aí a forma correta: louvaram o poder soberano e a fidelidade soberana do Senhor, Único Deus.
2.     A oração foi respondida porque havia esperança: a lógica nos diz que não podemos esperar o que se vê; assim, a esperança fala de coisas futuras, coisas que foram prometidas por Deus. Portanto, Josafá orou: “Se algum mal nos sobrevir; espada, juízo, peste ou fome; nós nos apresentaremos diante desta casa e diante de ti; pois teu nome está nesta casa; e nos ouvirás e livrarás” (II Cronicas 20:9). Aqui, há esperança de que o Senhor nos livrará das adversidades quando o invocarmos em sua casa, pois ela (e nós) leva Seu Nome.

3.     A oração foi respondida porque havia humildade: depois que o rei contou em oração a sua (e do povo) necessidade ( II Cronicas 20:10-11), finalizou com estas palavras de humildade: “... porque em nós não há força...” (II Cronicas 20:12). Portanto, nunca devemos iniciar uma oração falando de nossas necessidades, mas louvando a Deus e demonstrando esperança em suas promessas.