quarta-feira, 19 de junho de 2013

"SALMOS 50"

 v. 5 : “Congregai os meus santos, aqueles que fizeram comigo uma aliança com sacrifícios “.

          Ajuntem-se no mesmo lugar os que fazem aliança de sacrificar seus interesses próprios, seu trabalho, diversões, amigos e família por causa do Senhor. É maravilhoso ver pessoas se dedicando a Deus sem se importar em perder seus programas favoritos, ou, aquilo que gostam de fazer. Podemos oferecer a Deus tudo que possuímos, por causa do nosso desprendimento com o que é material. Mas... o que diz os VS. 8 a 13:
Não te repreenderei pelos teus sacrifícios ou holocaustos de contínuo perante Mim. Da tua casa não tirarei bezerro nem bodes dos teus currais. Porque Meu é todo animal da selva e as alimárias sobre milhares de montanhas. Conheço todas as aves dos montes, e minhas são todas as feras do campo. Se Eu tivesse fome, não to diria, pois Meu é o mundo e a sua plenitude. Comerei eu carne de touros? Ou beberei sangue de bodes?
          Em nossa aliança com Deus, tudo o que possuímos é de Deus. Este pensamento é muito bom e necessário! Mas, se analisarmos por este texto acima, como dá a Deus o que já é Dele? Tudo pertence à Ele!
          Infelizmente, quando perdemos algo, ou deixamos de receber o que queremos, culpamos ao Senhor por ter permitido. Mas será que o que perdemos, ou o que queremos foi Deus que deu ou dará? A nossa aliança com Deus não está incluindo o que o diabo dá ou oferece. Devemos tomar muito cuidado e discernir o que pertence a Deus em nossas vidas. No caso de Jó (1:27), ele disse que Deus deu e Ele tirou, ou, permitiu que o diabo tirasse, isto foi uma prova onde Jó foi aprovado e Deus lhe restituiu tudo em dobro. Deus é Justo (v.6), mas o melhor sacrifício que podemos dar a Deus e o diabo nunca terá permissão para tirar de nós, porque depende da nossa vontade e escolha, está nos VS. 14-15:
“Oferece a Deus sacrifício de louvor e paga ao Altíssimo os teus votos. E invoca-me no dia da angústia; Eu te livrarei, e tu me glorificarás”.
          Nosso sacrifício de louvor e adoração a Deus ninguém pode tirar, a não ser nós mesmos. Devemos continuar pagando nossos votos materiais e físicos a Deus, mas o que Seus olhos realmente procuram são os verdadeiros adoradores. Assim diz o v. 23:
“AQUELE QUE OFERECE SACRIFÍCIO DE LOUVOR ME GLORIFICARÁ; E ÀQUELE QUE BEM ORDENA O SEU CAMINHO EU MOSTRAREI A SALVAÇÃO DE DEUS”.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

"A PORTA DOS PEIXES" (Ne. 3:3)

 LUGAR DE CRESCIMENTO E REPRODUÇÃO

          Na raiz da palavra “peixe”, na língua hebraica, encontramos o sentido de crescimento, reprodução, mover-se rapidamente. Isso nos lembra o chamado ao crescimento numérico, à reprodução de nossas vidas em novos filhos, novos peixes, novas ovelhas, em novos crentes. A PORTA DOS PEIXES é aquela por onde deixaremos entrar os novos filhos de Deus. Exige uma decisão de não vivermos só para nós, mas irmos à busca dos que também precisam encontrar Jesus. Estamos interessados na reprodução e no crescimento, pelo que nos disporemos a receber em nossa alma aqueles que vão chegando a Jesus, pois precisam de cuidados, de nutrição e assistência. Quando nos abrimos para receber cada nova pessoa, do jeito que ela vem, com muitos problemas na alma, tantas carecendo de libertação, pois trazem marcas profundas do mundo de onde acabaram de sair, nossa alma será elastecida e enriquecida. O amor de Cristo vai nos dominar e seremos capazes de assistir a um número cada vez maior. A compaixão de Jesus se manifestará através do nosso próprio coração e o contato com essas tenras ovelhinhas do Senhor será usado na nossa própria edificação. A semelhança do Mestre em nosso caráter conhecerá um crescimento constante, pois seremos transformados em canais do Seu amor e graça.
          Lembre-se de que Deus usa as pessoas como canais de bênçãos e edificação em nossa vida. Até aquelas que parecem menos amáveis e ranzinzas, aqueles temperamentos difíceis, Deus usará para forjar em nós as virtudes do caráter de Jesus. É assim que o fruto do Espírito tem uma chance de amadurecer em nossa vida. O amor, a tolerância, a paciência, o perdão, a misericórdia, tudo isso e muito mais se desenvolve no trato com as pessoas, especialmente os novos crentes, tão necessitados de assistência para poderem firmar seus passos na fé. E que oportunidade maravilhosa de crescermos quando a PORTA DOS PEIXES está aberta em nossa alma! Cada novo crente que entrar por ela, será abençoado, mas também deixará conosco uma benção.
          Soa aos nossos ouvidos a Palavra do Senhor: “Vinde após Mim, e Eu farei que vos torneis pescadores de homens (Mc. 1:17). E será pela PORTA DOS PEIXES que eles serão por nós abençoados.

"A PORTA DA ATRIBUIÇÃO" (Ne.3:31)

 A COMISSÃO DIVINA

          Essa é a PORTA pela qual o Senhor nos delega responsabilidades. Se ela estiver aberta para Ele, não nos recusaremos a aceitar e cumprir os deveres que nos serão atribuídos pois juntamente com a tarefa Ele sempre nos dará a devida capacitação. Muitas vezes, o medo e o sentimento de inadequação tomam conta de nós, e deixamos a porta fechada para Deus. Se, contudo, conhecemos ao Senhor, sabemos que Ele é fiel e justo e jamais nos dará uma tarefa, sem que esteja disposto a dar-nos, juntamente com elas, o que é necessário ao seu cabal cumprimento. Lembramos ainda que, cada vez que uma dessas portas é fechada ou aberta à pessoa errada, corremos sério perigo, pois isso se constituirá em uma brecha para o inimigo nos assolar.
          Deus tem planos perfeitos para cada um de nós. Devemos abrir a PORTA DA ATRIBUIÇÃO e receber cada um deles, sabendo que Ele tem o melhor para nossa vida. De fato, a benção 100% só nos virá quando estivermos dentro do plano 100% que Ele tem para nós. Não há o que temer. Para o desempenho de cada tarefa, “a nossa capacidade vem de Deus (II Co. 3:5)”. Ele é um Pai de amor e sabedoria. Saiba que o Deus que chama e delega tarefas é o mesmo que capacita, abre as portas, vai à frente, assiste-nos através do Espírito Santo e comissiona Seus anjos a nosso favor.
          A esta altura, convém advertir sobre a necessidade de distinguir entre um chamado do homem e um chamado de Deus. Satanás pode nos enviar tarefas e pessoas, com o propósito de desgastar-nos, para que não tenhamos tempo e energia para executar o verdadeiro plano de Deus para nós. Ele pode dar uma tarefa paralela, enviar pessoas que nos consomem o tempo e, se não estivermos firmes no discernimento da voz de Deus, ele pode nos iludir. Lembre-se de que o plano de Deus é um só e não há plano paralelo. Seguir o caminho paralelo e estar fora do verdadeiro plano. Há um propósito específico para cada filho. O modo de descobri-lo é ouvir Sua voz, através das impressões do Espírito Santo no homem interior. Um engano comum, é tentarmos atender o chamado do homem, muitas vezes provocado por uma necessidade. Acontece que uma necessidade não se constitui um chamado divino. Necessidades existem em todos os lugares, e só remiremos o tempo atendendo a convocação do Senhor.


domingo, 2 de junho de 2013

PERSEGUINDO A VERDADE DE MANEIRA EQUILIBRADA


           É muito fácil para os cristãos buscarem um pensamento de que o Espírito os inspirou enquanto estudavam as Escrituras. Em sua empolgação, começam a explorar a Palavra de Deus para  ver o que poderia ser encontrado. Quando encontram algumas poucas partes das Escrituras que dão apoio à sua nova idéia, eles logo pesquisam como loucos a Bíblia para provarem a sua teoria.
          O dogmatismo começa a se estabelecer. Sem perceberem completamente o que fazem, essas pessoas ignoram versículos, jogam outros fora para provar o seu ponto de vista.
          Pessoas direcionadas por essa causa correm como loucas, perseguindo novos argumentos a fim de provar a sua teoria. Com o passas do tempo elas se tornam duras.
          Faz-se necessária uma reavaliação dos estudos atuais de um ponto de vista imparcial. É um chamado para levar a sério o texto de Tiago 3:1, que condena o professor que põe a dogmática à frente de um ensino equilibrado.
          O apóstolo Paulo escreveu aos cristãos gálatas que estavam deixando a simplicidade do Evangelho e voltando novamente para as regras e os regulamentos. Esse espírito gálata trabalha no Corpo de Cristo nos dias de hoje, fazendo com que alguns cristãos tornem-se legalistas em seu contato com a Palavra, duros e dogmáticos no que diz respeito a lidar com a verdade e com as pessoas.
          As pessoas são flagradas em confusão e erro simplesmente porque seus professores tem ido muito além com as doutrinas, não observando o outro lado da questão. Ver o outro lado do problema requer a busca da sabedoria... Provérbios 4.7 diz:
“O princípio da sabedoria é: adquire a sabedoria; sim, com tudo o que possuis, adquire o entendimento.”
          Jesus Cristo nos livrará do legalismo, porque Ele é a sabedoria (I Co. 1:30). 

DONS MINISTERIAIS DEVEM PRODUZIR EQUILIBRIO

           Um dos itens mais atraentes para nós no início dos estudos de dons ministeriais de Cristo é sua sábia variedade.
          É verdade que o primeiro da lista, o apóstolo, parece englobar todo o tipo de ministérios, mas existem profetas, cujo ministério é movido por inspiração e apela para os elementos emocionais da natureza humana. Para dar equilíbrio, há professores (mestres), cujo ministério é lógico e apela para as faculdades intelectuais; existem evangelistas, cujo ministério é quase exclusivamente fora da igreja, e pastores cujo ministério é quase exclusivamente dentro dela.
          Todos são igualmente necessários e dignos de honra.
          Essa questão de equilíbrio é de vital importância para um ministério exteriormente eficaz  e equilibrado, com um crescimento bem alicerçado interiormente. Isso é muito mais importante do que a maioria dos cristãos imaginam. Muitos ministérios não tem outra visão a não ser a de um único homem que ministra e recebe expectativas em torno de si para preencher todas as necessidades – evangelísticas, pastorais, educacionais e proféticas.
          Espera-se que um único homem tenha grande sucesso no evangelismo, seja um grande organizador, um bom pastor de visitações, um instrutor bíblico competente e ainda possua dons de cura e uma capacidade de expressão inspirada. A maravilha é que muitos homens (e/ou mulheres) parecem aproximar-se, ao menos em algumas medidas desse padrão exorbitante que não consta nas Escrituras. Normalmente, isso se torna uma pressão terrível para eles, e, provavelmente, isso pode facilmente fazer com que jamais alcancem com competência a excelência daquilo que Deus realmente os chamou para realizar.
          Outros ministérios e membros de igreja não parecem ao menos ter o desejo ou a visão de um único homem que supra todas as linhas de ministério; eles parecem enxergar apenas uma frente de trabalho e não tem tempo, nem apreciam tampouco encorajam nada além daquilo que fazem. A exemplo disso, algumas congregações e alguns cristãos não tem visão nem entusiasmo para coisa alguma além do evangelismo no sentido extremo do termo e, praticamente ignoram o ensino e os professores. Por outro lado, existem outros que ministram tanto ensino bíblico que transformariam a congregação em uma escola bíblica, ignorando completamente o impacto do testemunho. Ambos os tipos provavelmente se uniriam em “desprezar as profecias” (I Ts. 5:20) e não teriam tempo nem espaço para os dons proféticos e de línguas ou interpretação. Ainda, em outros extremos , existem os que desvalorizam esses dons, pois eles não consideram que um pregador “esteja na benção” ou na liberdade do Espírito, a menos que sua ministração seja permeada com as manifestações descritas; eles apreciam todos os encontros da congregação que sejam dominados por essas características. Em ambos os casos, existe uma séria e profunda falta de equilíbrio.
          Faz-se necessária uma apreciação dos ministérios que Cristo colocou para a igreja. A realização de cada um deles é essencial para o bom desenvolvimento da atividade e crescimento do Corpo de Cristo.
          O plano divino é que cada ministro estabelecido pelo Senhor na igreja, sirva para corrigir e complementar o outro, proporcionando assim tanto os elementos em falta, como as coisas que precisam ser restituídas por serem excessivas em qualquer assunto – o profeta para inspirar o professor; o professor para fortalecer o profeta; o evangelista para continuamente nos lembrar da necessidade do mundo que morre sem o evangelho, o pastor para nos mostrar que almas precisam muito de cuidados até mesmo depois de elas terem “vencido”. O apóstolo, acima de todos, deve inspirar e guiar novas conquistas para Cristo e Sua Igreja.