domingo, 6 de setembro de 2015

"O LIVRO DE OSÉIAS"





INTRODUÇÃO
O Livro de Oséias retrata o grande amor de Deus pelo povo de Israel. Um povo infiel que sabia do amor do Senhor por eles, e que as bênçãos concedidas ao povo vinham exclusivamente das mãos poderosas do Senhor, mas mesmo assim eles não tiveram o cuidado e o temor em cumprir o maior de todos os mandamentos dado pelo Senhor através da vida de Moisés: “Não terás outros deuses diante de mim” Ex. 20:3, e por isso, sofreram dolorosas consequências.
                                                  OSÉIAS
O Livro de Oséias tem inicio quando o Senhor ordena que ele se case e tenha filhos com uma prostituta para simbolizar o relacionamento de Israel com Deus. Eu imagino que o Senhor estava em extremo nível de tristeza e decepção com o povo, a ponto de ordenar seu profeta amado se casar com uma mulher impura, ter filhos e ainda nomeá-los de “Não-amada”, “Não-meu-povo” e Jezreel, para mostrar ao povo que estava cego pela idolatria, quão abominável era o pecado cometido por eles.
Através desta analogia, Deus faz um apelo a Israel para se arrependerem de seus pecados e de uma vez por todas serem fiéis ao Senhor.
Eu imagino quão difícil foi para Oséias obedecer a Deus, pois ele teve que casar e ter filhos com uma mulher que se prostituia, que não demonstrava arrependimento de sua vida errada e muito menos estava disposta a ter uma nova conduta após seu casamento, ao contrário, depois de casar-se e ter 3 filhos, Gomer voltou para a prostituição, abandonando e traindo sua família. E apesar de tudo isso o Senhor mandou Oséias trazer sua esposa de volta, pagar 15 moedas por ela e amá-la, ignorando assim tudo que ela fez, sem contar com o julgamento das pessoas que o profeta teve que suportar, mas nada disso foi motivo para fazer Oséias desobedecer a Deus.
Nos primeiros capítulos do livro, observo que apesar do coração de Deus estar triste com o povo e disposto a castiga-los, o Senhor também tinha esperança em Israel. Ele aguardava o arrependimento do povo, a busca por uma nova vida com o Salvador, e até prometeu bênçãos a eles. Mas apesar de tudo que o Senhor fez Israel não se arrependeu e não voltou de seus maus caminhos. Eu acredito que eles olhavam para a vida de Oséias e julgavam constantemente pelo casamento com Gomer, mas não enxergavam que faziam o mesmo com o Todo-Poderoso, e pra piorar a situação esse não era o único pecado deles, os israelitas praticavam roubos, violências, assassinatos... tudo aquilo que era abominável aos olhos do Senhor.
Não foi por falta de aviso que o povo padeceu, pois por inúmeras vezes Deus usou seu profeta para avisá-los, mas eles não se arrependeram de coração, por isso as consequências vieram sobre o povo e seus pertences. Mas a misericórdia do Senhor dura para sempre e no último capítulo Ele faz outro apelo a Israel para o arrependimento e mudança, prometendo bênçãos a eles.
                                      CONCLUSÃO
Neste Livro podemos aprender várias coisas, a principal delas é que devemos amar a Deus acima de tudo e de todos, adorá-Lo exclusivamente (Deus é o único digno de adoração), e não ter outros deuses em nossas vidas. Na ocasião retratada no livro de Oséias o povo adorava outros deuses, mas trazendo pra nossa vida tudo aquilo que toma o lugar de Deus em nosso coração pode ser comparado com adoração a ídolos e isso é abominável aos olhos do Senhor, e quando eu falo tudo é relacionado a qualquer coisa da mais simples até a mais complexa, por isso precisamos sempre prestar atenção em nossos atos e pedir para o Espírito Santo nos revelar se algo ou alguém tem tomado o lugar de Deus em nossa coração.
Outro ponto que me chama muito atenção e mais um aprendizado, é a obediência de Oséias. Ele foi realmente um homem muito obediente e temente a Deus, por fazer o que o Senhor lhe ordenou, ele ignorou o que as pessoas podiam pensar ou falar e abriu mão de sua vontade. Não sei se era o desejo dele casar, mas tenho certeza que se assim fosse ele podia querer uma mulher de Deus, pura, integra que o amasse, mas ele abriu mão de sua vontade e apenas obedeceu e esse é um grande exemplo de obediência que devemos seguir.


Mensagem escrita por Barbara Bastos de Paula
Em pesquisa do LIVRO DE OSÉIAS
Aluna do Instituto Teológico Aliança Cristã Universal
Curso de Teologia
Matéria: Bibliologia
Entre em contato pelo e-mail: marcelodoni7@gmail.com
e saiba mais a respeito deste Curso.
Deus abençoe! Pr. Marcelo Donisete

sábado, 5 de setembro de 2015

domingo, 26 de julho de 2015

"SALVAÇÃO"


          Quando o ser humano surgiu no cenário criado por Deus era perfeito em todas as suas qualidades; sua moral era ilibada, seu corpo isento de doenças e sua relação com Deus, santa. O pecado o desfigurou, manchou sua moral, trouxe-lhe doenças e afetou intimamente sua relação com Deus. O processo de reversão destas desgraças causadas pelo pecado é a salvação.
          A doutrina bíblica da salvação nos ensina que o ser humano está atolado na lama fétida do pecado e não consegue por suas próprias forças livrar-se deste estado terrível, por isso precisa ser salvo por alguém mais competente que ele, um ser que não tenha sido atingido pela força destruidora do pecado. No Universo inteiro, apenas Deus está eternamente ileso do pecado, devido ao seu estado ininterrupto de santidade é o único que poderia salvar o ser humano. O meio que usou para isso foi encarnar-se. Deus mesmo, na pessoa de Jesus Cristo faz-se homem semelhante a nós. Usando uma linguagem bastante humana foi um “absurdo”, nossa mente finita não pode conceber como o Criador de todas as coisas temporariamente limitou-se como homem para em seguida ser pendurado numa cruz e sofrer a pena capital por causa de nossos pecados.
          Através da encarnação do Verbo de Deus, sua morte e ressurreição é que iniciou de forma efetiva o processo de reversão das desgraças do pecado. Três eventos são fundamentais no processo de salvação. A primeira coisa que acontece com o indivíduo que é salvo por Jesus Cristo é a regeneração, uma vez que o homem está espiritualmente morto em seus pecados precisa ser trazido de volta à vida; como não temos capacidade para doar vida em nenhuma instância; a regeneração é um ato unicamente da misericórdia de Deus. Em seguida à regeneração o pecador é justificado, num sentido básico, o pecador é declarado perdoado através da obra redentora de Cristo e recebe, em consequência disso, a restauração de sua comunhão com Deus. Depois de regenerados e justificados o terceiro dos elementos essenciais à salvação é a santificação, se nos dois primeiros eventos podemos dizer que somos sujeitos passivos, na santificação somos participantes ativos. Quando sou restituído à comunhão com Deus por meio da regeneração e declarado perdoado por meio da justificação, devo perguntar a partir daí o que devo fazer para continuar vivendo. A resposta para esta indagação é a santificação, isso tem a ver com a progressividade da minha salvação, é o resultado ético e cristão das ações da nova vida que foi implantada através da regeneração.

          Em linhas gerais isto é a salvação, na morte e ressurreição de Cristo iniciou um processo de reversão. O pecado causou a morte espiritual, a regeneração nos trouxe de volta à vida, o pecado nos declara culpados, mas a justificação nos declara inocentes; o pecado nos tornou profanos, mas pela santificação vamos abandonando gradativamente este estado, até chegar à medida de homem aperfeiçoado (Ef.4:13).

domingo, 5 de julho de 2015

"BIBLIOLOGIA - LIVROS PROFÉTICOS"


          São 17 livros chamados PROFÉTICOS, que vão de Isaías a Malaquias. Estão subdivididos em Profetas Maiores e Profetas Menores. Os livros trazem o nome de 16 profetas hebreus, aos quais se acrescentam as Lamentações.

1.     O LIVRO DE ISAÍAS – Isaías viveu no século VIII a.C.  O livro que trás o seu nome é dos mais impressionantes do A.T. Pinta com cores fortes o poder de Deus e contêm mensagem de esperança para o seu povo. Ele profetizou por mais de quarenta anos.
2.     O LIVRO DE JEREMIAS – Jeremias viveu cerca de cem anos depois de Isaías, tendo sido chamado por Deus à vocação de profeta em 627 a.C. e morrido pouco depois de 587 a.C. Na sua época a Assíria, a superpotência do Norte, entrava em decadência. A nova ameaça do reino de Judá era Babilônia. Por quarenta anos advertiu o povo sobre o futuro juízo de Deus, que o castigaria, por causa da sua idolatria e do seu pecado. Por fim suas palavras cumpriram-se, em 587 a.C. o exército babilônico, conduzido por Nabucodonosor, destruiu Jerusalém e o templo, levando muitos judeus para o exílio. Jeremias recusou a oferta de viver comodamente na corte babilônica e provavelmente morreu no Egito.
3.     O LIVRO DE LAMENTAÇÕES – É uma coletânea de cinco poemas, que choram a queda de Jerusalém e o exílio. O templo tinha sido destruído e a nação via nisso um sinal de que Deus a tinha entregado aos inimigos. O profeta Jeremias chora o pecado do seu povo. Mas também contém promessa de esperança.
4.     O LIVRO DE EZEQUIEL – O profeta Ezequiel foi levado para o exílio babilônico no ano de 597 a.C. e ali viveu antes e depois da queda de Jerusalém em 587 a.C. Foi chamado para a missão de profetizar aos trinta anos de idade e dirigiu sua mensagem tanto aos exilados em Babilonia, quanto ao povo que ainda vivia na longínqua Jerusalém. Ezequiel sublinhou a responsabilidade individual diante de Deus e a renovação do povo partindo do coração.
5.     O LIVRO DE DANIEL – Daniel é apresentado como exilado de Judá que viveu na corte babilônica no tempo de Nabucodonosor e seus sucessores. Na verdade, parece mais homem de estado que profeta. O livro que leva seu nome foi escrito no momento em que o povo judeu estava oprimido, talvez durante a perseguição babilônica sob o domínio de Nabucodonosor.


01. O LIVRO DE OSÉIAS – Oséias viveu mais ou menos na época de Isaías, no século VIII a.C., no reino de Israel. Profetizou durante os tormentosos 40 anos que antecederam a queda de Samaria em 722 a.C. Israel teve seis reis no espaço de vinte anos e frequentemente contemporizou com as religiões pagãs. O profeta preocupou-se muito com a idolatria e pintou a infidelidade de Israel com imagens tiradas do seu próprio casamento com mulher infiel.
02. O LIVRO DE JOEL – Não conhecemos nada sobre este profeta, nem sabemos em que tempo viveu. Talvez tenha vivido depois do exílio. Seu livro fala de exército de gafanhotos que devoram as colheitas e de seca desastrosa. Trata-se de imagens do iminente juízo de Deus sobre aqueles que lhe desobedecem, imagens do “dia do Senhor”.
03. O LIVRO DE AMÓS – Amós era originário de uma cidade de Judá, mas dirigiu sua mensagem ao reino do Norte (Israel). Viveu no século VIII a.C., durante o reinado de Jeroboão II de Israel. Foi pastor e cultivador de uma espécie de figueiras. Naquela época Israel vivia em grande prosperidade e riqueza, o reino também parecia religioso. Mas Amós condenou sua hipocrisia. Os pobres eram oprimidos e a religião era apenas fachada. Era necessário um homem corajoso para denunciar a nação em Nome de Deus, e Amós desejou que a justiça “corresse como rio”.
04. O LIVRO DE OBADIAS – Este é o mais curto do Antigo Testamento e foi escrito depois da queda de Jerusalém em 587 a.C. Os edomitas, antigos inimigos de Judá que habitavam as montanhas a sudeste do Mar Morto, aproveitaram a ocasião para invadir o país. Obadias condenou o orgulho de Edom e profetizou a sua derrota.
05. O LIVRO DE JONAS – Diversamente dos outros livros proféticos, o de Jonas tem a forma de uma história. Descreve as aventuras um tanto fabulosas, mas de cunho moral, de um profeta que tentou desobedecer às ordens de Deus. Jonas recebera de Deus a incumbência de ir a Nínive, capital da Assíria, e de converter o seu povo. Finalmente Jonas anunciou a mensagem e ficou desgostoso quando Deus perdoou a cidade, grande inimiga de Israel. O livro mostra o amor e a bondade de Deus, que prefere esquecer e salvar a punir e destruir.
06. O LIVRO DE MIQUÉIAS – O profeta Miquéias foi mais ou menos contemporâneo de Isaías, Amós e Oséias no século VIII a.C., e dirigiu a sua mensagem tanto a Judá como a Israel. À semelhança de  Amós, Miquéias denunciou os governantes, os sacerdotes e os profetas porque exploravam os pobres e indefesos, defraudavam e desonravam a religião. O juízo de Deus viria sobre Samaria e Jerusalém. Mas também teve palavras de esperança, prometendo que Deus instauraria a paz universal e que da família de Davi surgiria um Rei, portador da paz.
07. O LIVRO DE NAUM – Este consiste num poema. O profeta prediz que Nínive cairá e regozija-se pelo juízo de Deus contra uma nação cruel e arrogante. De fato, Nínive caiu nas mãos dos babilônicos e dos medos em 612 a.C. provavelmente, o livro foi escrito nessa época.
08. O LIVRO DE HABACUQUE – Este livro é do fim do século VII a.C., quando Jeremias profetizava em Jerusalém. Era a época dos cruéis babilônicos. Deus responde que intervirá no momento oportuno e punirá os malfeitores.
09. O LIVRO DE SOFONIAS – Sofonias proclamou a mensagem de Deus a Judá durante o reinado de Josias (640-609 a.C.), no início da atividade de Jeremias. Manassés e Amon, os dois reis anteriores, tinham levado a religião e a moral da nação ao nível mais baixo já alcançado. Sofonias lembra a Judá o juízo que se aproxima por ter abandonado o Deus vivo, e prediz aos vizinhos de Israel a destruição que os esperava. Mas ainda assim Jerusalem será reconstruída.
10.O LIVRO DE AGEU – Ageu, Zacarias e Malaquias, os três últimos livros do A.T., são da época em que os judeus haviam voltado do exílio, sob a liderança de Esdras e Neemias. Após os primeiros esforços para reconstruir o templo destruído pelos babilônios em 587 a.C., haviam interrompido a obra. O livro de Ageu é coleção de breves mensagens “do Senhor” comunicadas por meio do profeta em 520 a.C. O profeta convida seus contemporâneos a estabelecerem as prioridades justas. É necessário concluir a reconstrução do templo.
11.O LIVRO DE ZACARIAS – O profeta Zacarias era de família sacerdotal e, como Ageu, esteve envolvido na reconstrução do templo, concluído em 516 a.C. Trata da espera do Messias e do juízo final.
12. O LIVRO DE MALAQUIAS – Na época de Malaquias o templo tinha sido reconstruído, mas o povo continuava desiludido. O exílio havia acabado, mas os tempos continuavam duros, muita gente passava mal e se sentia abandonada por Deus. O profeta lembra-lhes o amor de Deus e convida os sacerdotes e o povo a respeitá-lo e a obedecer-lhe. O povo não dava a Deus o que lhe era devido no sacrifício, no culto e no comportamento.

sábado, 20 de junho de 2015

BIBLIOLOGIA - LIVROS POÉTICOS



          São chamados poéticos não porque sejam cheios de imaginação e fantasia, mas devido ao gênero do seu conteúdo. Alguns também os chamam de !LIVROS DEVOCIONAIS".

1. O LIVRO DE JÓ - o padrão claramente desenvolvido do livro de Jó, prólogo, discursos e epílogo, alem dos ciclos dentro dos próprios discursos, mostra que se trata de uma interpretação teológica sobre certos acontecimentos da vida de Jó. Do início ao fim, o autor tem a intenção de responder a uma pergunta básica: Qual é o significado da fé? Jó era um chefe de clãs (famílias) de notável piedade, integridade e sabedoria, foi abençoado por Deus com uma prosperidade terrena tal, que se tornara o maior e mais rico de todos no Oriente. Este livro serve de um propósito muito alto para as nossas vidas: mostrar que a certeza da fé não descansam nas circunstâncias exteriores, nem em explicações especulativas, mas na certeza da fé em Deus, onisciente e onipotente.

2. O LIVRO DOS SALMOS - o título hebraico dos salmos é Tehillim, que significa "louvores". A música desempenhava papel de importância no culto do antigo Israel; os salmos eram os hinos do povo de Israel. Bem diferente de boa parte da poesia e do cântico do mundo ocidental, compostos com rima ou metrificação, a poesia e o cântico do Antigo Testamento tem por base o paralelismo de pensamento, em que a segunda linha (ou linhas sucessivas) da estrofe praticamente faz uma reiteração (paralelismo sinônimo), ou apresenta um contraste (paralelismo antitético), ou, de modo progressivo, completa a primeira linha. O salmo mais antigo vem de Moisés, os mais recentes são dos séculos VI e V a.C.

3. O LIVRO DE PROVÉRBIOS - este livro representa a sabedoria inspirada dos sábios. A palavra hebraica mashal, traduzida por "provérbio", tem os sentidos de "oráculo", "parábola" ou "máxima sábia". Por isso, há declarações longas no livro de Provérbios, mas há também as concisas, mas ricas de sentido e sabedoria, para se viver de modo prudente e justo.

4. O LIVRO DE ECLESIASTES - sintetiza a "sabedoria", ou seja, observações, pensamentos e sentenças, de um filósofo que se oculta sob o pseudônimo de Coélet, "presidente da assembléia" (Eclesiastes em grego). Tal gênero de escrito era popular nos países antigos do Oriente Médio. O autor examina a vida humana, julga-a breve e absurda, concluindo que ela não tem sentido. Não consegue entender para que serve. Contudo, termina recomendando a aplicação ao trabalho e o gozo do prazer enquanto a vida dura.

5. O LIVRO DE CANTARES DE SALOMÃO - é uma coleção de poesias amorosas, que cantam o amor de um homem e de uma mulher. Às vezes é chamado de cântico de Salomão", porque na Bíblia hebraica é atribuído a esse rei. As poesias, cujo cenário é o campo na primavera, exaltam com paixão e entusiasmo o amor e exprimem com franqueza o prazer da atração física.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

"BIBLIOLOGIA - LIVROS HISTÓRICOS"



São 12 os livros históricos. Esta seção, que na Biblia hebraica vai de Josué a Ester, abrange o tempo da conquista, o tempo dos reis, o exílio e o retorno. Estes livros foram escritos não simplesmente como história da nação, mas para mostrar como o plano e a mensagem de Deus foram cumpridos na vida de Israel.
1.     LIVRO DE JOSUÉ – Conta como Israel invadiu Canaã sob o comando de Josué, sucessor de Moisés. Os caps. 1-12 falam da conquista de Canaã, ocorrida provavelmente após 1240 a.C. Estas narrativas poderão ter sido escritas pela primeira vez na época de Samuel, embora o livro como um todo seja parte da grande “história deuteronômia”, que vai de Josué a II Reis. Não sabemos quem escreveu o livro.
2.     LIVRO DE JUÍZES – É uma coletânea de narrativas referentes aos dois séculos turbulentos, que vão desde o tempo da conquista de Canaã até pouco antes da coroação do rei Saul, isto é, aproximadamente 1200 a 1050 a.C. Juízes eram heróis locais das tribos de Israel, geralmente chefes militares, cujos feitos são narrados no livro.
3.     LIVRO DE RUTE – A idílica história de Rute contrasta com os tempo violentos do livro dos Juízes em que se situa. Rute, mulher moabita, desposara um israelita. Quando o marido morreu, ela demonstrou inesperada lealdade para com a sogra israelita e confiou no Deus de Israel. Por fim encontrou novo marido entre os parentes do falecido esposo e através deste casamento tornou-se bisavó do rei Davi e antepassada do próprio Jesus.
4.     PRIMEIRO E SEGUNDO SAMUEL – Estes dois livros narram a história de Israel desde Samuel até os últimos anos de Davi. Tomam o nome do ultimo grande juiz, Samuel, não porque este os escreveu, mas porque a sua figura domina os primeiros capítulos. Originalmente era um único livro na Bíblia hebraica, os dois cobrem aproximadamente o período de 1075 a 975 a.C.
5.     PRIMEIRO E SEGUNDO REIS – Os dois livros dos Reis abrangem cerca de 400 anos da história de Israel, desde a morte de Davi até a destruição de Jerusalém em 587 a.C. Não sabemos quem foi o autor deles, mas à semelhança de II Samuel, é certo que contém informações tiradas de documento da corte, contemporâneos aos fatos descritos. Provavelmente, passaram por várias edições e revisões até receberem sua forma final durante o exílio em Babilônia (587-539 a.C.).
6.     PRIMEIRO E SEGUNDO CRÔNICAS – À primeira vista os livros das Crônicas parecem uma repetição simplificada dos livros de Samuel e dos Reis. Na verdade, o autor reescreve a história para leitores que já conheciam esses livros, mas tinha dois motivos principais para dar sua própria versão da história dos reis de Israel. Queria mostrar que, apesar dos desastres que atingiram Israel, Deus mantem a Sua promessa de cuidar do Seu povo.
7.     LIVRO DE ESDRAS – Este livro continua diretamente as Cronicas e descreve a volta de parte dos judeus exilados de Babilônia. Estes trouxeram um pouco de vida e a restauração do culto em Jerusalém. A narração cobre aproximadamente os anos 583 a 433 a.C. Parte da obra reproduzem talvez trechos escritos pelo próprio Esdras.
8.     LIVRO DE NEEMIAS – Um exilado judeu que teve permissão do rei persa Artaxerxes de voltar com um grupo de judeus a Jerusalém em 445 a.C. O livro que tem o seu nome, escrito como memória pessoal, apresenta-o como líder nato e pessoa que confiava plenamente em Deus e para quem orar era coisa tão natural como respirar.
9.     LIVRO DE ESTER – A história enquadra-se na época de Esdras e Neemias, ou seja, no período persa. Fala de conspiração urdida no reinado de Assuero (Xerxes) para destruir a raça judaica. Uma heroína judia de nome Ester torna-se a rainha dos persas e com a sua coragem consegue salvar o seu povo. O livro mostra como a nação judaica, mais uma vez, foi salva da destruição e explica a origem e a significação da festa judaica do Purim (que celebra esta salvação). Em alguns pontos, o texto grego é mais longo que o hebraico.


sábado, 25 de abril de 2015

BIBLIOLOGIA - O PENTATEUCO



São os cinco primeiros livros da Bíblia: Genesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio. Pentateuco vem de uma combinação da palavra grega “penta” que significa cinco e “teuchos” que pode ser traduzido como pergaminho. São, portanto, OS CINCO ROLOS. No hebraico são os livros da Lei, ou, Torá que significa ensinamento, instrução.
          Estes livros possuem tema comum. Depois das narrativas sobre os primórdios do mundo em Gn. 1-11, contam a história do povo de Deus desde a vocação de Abraão até a morte de Moisés, compreendendo um período de cerca de 600 anos, ou seja, de aproximadamente 1800 até 1250 A.C.
          A idéia de uma comunidade que obedece a vontade de Deus é o centro destes livros, e por isso lhes deu o nome hebraico de Torá. Podemos considera-los como um único livro, embora incluam toda sorte de escritos: narrativas, leis, instruções sobre o culto e as cerimônias religiosas, sermões e genealogias.
1.     Livro de GENESIS – livro dos inícios, como diz o seu nome grego que significa “origem”. Trata da criação de uma maneira geral. Fala da origem do homem e da mulher. O livro está dividido em 2 grandes partes: os caps. 1-11 narram a história da criação do mundo e da raça humana. Lemos sobre Adão, Eva, Caim, Abel, Noé e o dilúvio, e a torre de Babel. Os caps. 12-50 passam da história geral da humanidade para a de uma pessoa: Abraão e sua família.
2.     Livro de ÊXODO – a palavra Êxodo vem do grego e significa “saída”. Narra como o povo de Israel saiu do Egito, onde era escravo, e emergiu como nação livre. A figura central é Moisés, o grande líder de Israel, chamado por Deus para conduzir o povo fora do Egito. O Êxodo divide-se em três partes: caps. 1-18, o povo hebreu é libertado da escravidão no Egito. Os caps. 19-24, Deus faz um pacto com o seu povo no Sinai. Dá-lhes normas segundo as quais deviam viver, tanto no deserto como na Terra Prometida. Os caps. 25-40, Deus dá ao povo de Israel instruções sobre a construção de uma tenda móvel (o Tabernáculo) para adorá-Lo.
3.     Livro de LEVÍTICO – é substancialmente um livro de leis. São leis sobre as cerimônias religiosas, o culto e a vida cotidiana, com o objetivo de manter o povo de Israel num relacionamento justo com Deus. O nome deriva dos sacerdotes (membros da tribo ou clã de Levi) aos quais cabia cuidar das leis do culto. Contem as seguintes seções: caps. 1-7, leis sobre sacrifícios e ofertas e seu significado. Caps. 8-10, leis referentes aos homens que podiam ser sacerdotes e sua destinação para o exercício de suas funções. Caps. 11-15, leis referentes à vida cotidiana, concentradas sobre as coisas “puras” e “impuras” que impediam as pessoas de participar do culto divino por certo tempo. Caps. 16, o dia da expiação. Ocasião anual em que se faziam ofertas para “purificar” o povo do pecado. Caps. 17-27, leis sobre a santidade de vida e o culto.
4.     Livro de NÚMEROS – conta a história de Israel em sua peregrinação de quase 40 anos pelo deserto do Sinai. Começa no terceiro ano depois da saída do Egito e termina um pouco antes da entrada em Canaã. O título de Números provém das duas “enumerações” (recenseamento) dos israelitas no monte Sinai e nas estepes de Moah, perto do rio Jordão e de Jericó.

5.     Livro de DEUTERONÔMIO – consiste de uma série de discursos de Moisés aos israelitas nas estepes de Moah, pouco antes da entrada na Terra Prometida. O nome do livro significa “segunda outorga da lei”. Mas na verdade trata-se de nova confirmação das leis dadas por Deus no Sinai. O grande tema de Deuteronômio é que Deus salvou e abençoou Seu povo, e este deve sempre lembrar disso, amá-Lo e obedecer-Lhe. As palavras que Jesus classificou de O MAIOR MANDAMENTO: “Amarás a Yahweh teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma e com toda a tua força”, são do Deuteronômio (6:4-5 e Mt. 22:37). 


domingo, 12 de abril de 2015

"A ORAÇÃO QUE É RESPONDIDA"


II Crônicas 20:2-3

 No geral, só nos entregamos à prática da oração ou ao jejum quando estamos em apuros e em situações conflitantes. Mas o que determina e garante a resposta e o resultado do jejum não poderá ser tal situação de apuro e conflito, mas o modo e o estado de nosso coração quando recorremos a estes meios da graça. Portanto, o rei Josafá orou com o povo de Israel e de imediato o Senhor respondeu. Por que esta oração foi atendida de forma tão rápida? Bem, há 3 razões prontidão do Senhor em responder a “oração de Josafá”; razões as quais servem de modelo para nós hoje.
1.     A oração respondida porque louvou ao Senhor: o rei Josafá começou sua oração assim: “Ah! Senhor, Deus de nossos pais, porventura, não és tu Deus nos céus? Pois tu és dominador sobre todos os reinos das gentes, e na tua mão há força e poder, e não há quem te possa resistir...” (II Cronicas 20:6-8). Portanto, eis aí a forma correta: louvaram o poder soberano e a fidelidade soberana do Senhor, Único Deus.
2.     A oração foi respondida porque havia esperança: a lógica nos diz que não podemos esperar o que se vê; assim, a esperança fala de coisas futuras, coisas que foram prometidas por Deus. Portanto, Josafá orou: “Se algum mal nos sobrevir; espada, juízo, peste ou fome; nós nos apresentaremos diante desta casa e diante de ti; pois teu nome está nesta casa; e nos ouvirás e livrarás” (II Cronicas 20:9). Aqui, há esperança de que o Senhor nos livrará das adversidades quando o invocarmos em sua casa, pois ela (e nós) leva Seu Nome.

3.     A oração foi respondida porque havia humildade: depois que o rei contou em oração a sua (e do povo) necessidade ( II Cronicas 20:10-11), finalizou com estas palavras de humildade: “... porque em nós não há força...” (II Cronicas 20:12). Portanto, nunca devemos iniciar uma oração falando de nossas necessidades, mas louvando a Deus e demonstrando esperança em suas promessas.

domingo, 22 de março de 2015

AVIVAMENTO - William Seymour e a Rua Azusa


Muitas igrejas têm orado para um Pentecoste, e o Pentecoste veio. A pergunta agora é, será que o elas aceitarão? Deus respondeu de uma forma que elas não procuraram. Ele veio de uma forma humilde, como no passado, nascido em uma manjedoura. - The Apostolic Faith, setembro de 1906
Agora só uma palavra relativa ao irmão Seymour, que é o líder do movimento debaixo de Deus. Ele é o homem mais manso que eu já encontrei. Ele caminha e conversa com Deus. O poder dele está na sua fraqueza. Ele parece manter uma dependência desamparada em Deus e é tão simples como uma pequena criança, e ao mesmo tempo ele está tão cheio de Deus que você sente o amor e o poder toda vez que você chegar perto dele. - W H Durham, The Apostolic Faith, fevereiro / marco de 1907
O avivamento da Rua Azusa, na cidade de Los Angeles - EUA, tem marcado profundamente o Cristianismo dos últimos cem anos. Hoje, dos 660 milhões de cristãos protestantes e evangélicos no mundo, 600 milhões pertençam a igrejas que foram diretamente influenciadas pelo avivamento da Rua Azusa (Pentecostais, Carismáticos, Terceira-Onda etc).1
O início do avivamento começou com o ministério do Charles Fox Parham. Em 1898 Parham abriu um ministério, incluindo uma escola Bíblica, na cidade de Topeka, Kansas. Depois de estudar o livro de Atos, os alunos da escola começaram buscar o batismo no Espírito Santo, e, no dia 1° de janeiro de 1901, uma aluna, Agnes Ozman, recebeu o batismo, com a manifestação do dom de falar em línguas estranhas. Nos dias seguintes, outros alunos, e o próprio Parham, também receberam a experiência e falaram em línguas.2
Nesta época, as igrejas Holiness ("Santidade"), descendentes da Igreja Metodista, ensinaram que o batismo no Espírito Santo, a chamada "segunda benção", significava uma santificação, e não uma experiência de capacitação de poder sobrenatural. Os dons do Espírito Santo, tais como falar em línguas estranhas, não fizeram parte da sua teologia do batismo no Espírito. A mensagem do Parham, porém, foi que o batismo no Espírito Santo deve ser acompanhado com o sinal miraculoso de falar em línguas.
Parham, com seu pequeno grupo de alunos e obreiros, começou pregar sobre o batismo no Espírito Santo, e também iniciou um jornal chamado "The Apostolic Faith" (A Fé Apostólica). Em Janeiro de 1906 ele abriu uma outra escola Bíblica na cidade de Houstan, Texas.
Um dos alunos esta escola foi o William Seymour. Nascido em 1870, filho de ex-escravos, Seymour estava pastoreando uma pequena igreja Holiness na cidade, e já estava orando cinco horas por dia para poder receber a plentitude do Espírito Santo na sua vida.
Seymour enfrentou as leis de segregação racial da época para poder freqüentar a escola. Ele não foi autorizado ficar na sala de aula com os alunos brancos, sendo obrigado a assistir as aulas do corredor. Seymour também não pude orar nem receber oração com os outros alunos, e conseqüentemente, não recebeu o batismo no Espírito Santo na escola, mesmo concordando com a mensagem.
Uma pequena congregação Holiness da cidade de Los Angeles ouviu sobre Seymour e o chamou para ministrar na sua igreja. Mas quando ele chegou e pregou sobre o batismo no Espírito Santo e o dom de línguas, Seymour logo foi excluído daquela congregação.
Sozinho na cidade de Los Angeles, sem sustento financeiro nem a passagem para poder voltar para Houston, Seymour foi hospedado por Edward Lee, um membro daquela igreja, e mais tarde, por Richard Asbery. Seymour ficou em oração, aumentando seu tempo diário de oração para sete horas por dia, pedindo que Deus o desse "aquilo que Parham pregou, o verdadeiro Espírito Santo e fogo, com línguas e o amor e o poder de Deus, como os apóstolos tiveram."1
Uma reunião de oração começou na casa da família Asbery, na Rua Bonnie Brae, número 214. O grupo levantou uma oferta para poder trazer Lucy Farrow, amiga de Seymour que já tinha recebido o batismo no Espírito Santo, da cidade de Houston. Quando ela chegou, Farrow orou para Edward Lee, que caiu no chão e começou falar em línguas estranhas.
Naquela mesma noite, 9 de abril de 1906, o poder do Espírito Santo caiu na reunião de oração na Rua Bonnie Brae, e a maioria das pessoas presentes começaram falar em línguas. Jennie Moore, que mais tarde se casou com William Seymour, começou cantar e tocar o piano, apesar de nunca tiver aprendido a tocar.
A partir dessa noite, a casa na Rua Bonnie ficou lotado com pessoas buscando o batismo no Espírito Santo. Dentro de poucos dias, o próprio Seymour também recebeu o batismo e o dom de línguas.
Uma testemunha das reuniões na Rua Bonnie Brae disse:
Eles gritaram durante três dias e três noites. Era Páscoa. As pessoas vieram de todos os lugares. No dia seguinte foi impossível chegar perto da casa. Quando as pessoas entraram, elas caiaram debaixo do poder de Deus; e a cidade inteira foi tocada. Eles gritaram lá até as fundações da casa cederam, mas ninguém foi ferido. Durante esses três dias havia muitas pessoas que receberam o batismo. Os doentes foram curados e os pecadores foram salvos assim que eles entraram.1

Rua Azusa, 312
Sabendo que a casa na Rua Bonnie Brae estava ficando pequena demais para as multidões, Seymour e os outros procuravam um lugar para se reunir. Eles acharam um prédio, na Rua Azusa, número 312, que tinha sido uma igreja Metodista Episcopal mas, depois de ser danificado num incêndio, foi utilizado como estábulo e depósito. Depois de tirar os escombros, e construir um púlpito de duas caixas de madeira e bancos de tábuas, o primeiro culto foi realizado na Rua Azusa no dia 14 de abril de 1906.
Muitos cristãos na cidade de Los Angeles e cidades vizinhas já estavam esperando por um avivamento. Frank Bartleman e outros estiveram pregando e intercedendo por um avivamento como aquilo que Deus estava derramando sobre o país de Gales.
Num folheto escrito em novembro de 1905, Barteman escreveu:
A correnteza do avivamento está passando pela nossa porta... O espírito de avivamento está chegando, dirigido pelo sopro de Deus, o Espírito Santo. As nuvens estão se juntando rapidamente, carregadas com uma poderosa chuva, cuja precipitação demorará apenas um pouco mais.
Heróis se levantarão da poeira da obscuridade e das circunstâncias desprezadas, cujos nomes serão escritos nas páginas eternas da fama Celestial. O Espírito está pairando novamente sobre a nossa terra, como no amanhecer da criação, e o decreto de Deus saía: "Haja luz"...
Mais uma vez o vento do avivamento está soprando ao redor do mundo. Quem está disposto a pagar o preço e responder ao chamado para que, em nosso tempo, nós possamos viver dias de visitação Divina?3
O pastor da Primeira Igreja Batista, Joseph Smale, visitou o avivamento em Gales, e reuniões de avivamento continuavam para alguns meses na sua igreja, até que ele foi demitido pela liderança. Bartleman escreveu e recebeu cartas de Evan Roberts, o líder do avivamento de Gales. Mas o avivamento começou com o pequeno grupo de oração dirigido por Seymour. Depois de visitar a reunião na Rua Bonnie Brae, Bartleman escreveu:
Havia um espírito geral de humildade manifesto na reunião. Eles estavam apaixonados por Deus. Evidentemente o Senhor tinha achado a pequena companhia, ao lado de fora como sempre, através de quem Ele poderia operar. Não havia uma missão no país onde isso poderia ser feito. Todas estavam nas mãos de homens. O Espírito não pôde operar. Outros mais pretensiosos tinham falhados. Aquilo que é estimado por homem foi passado mais uma vez e o Espírito nasceu novamente num "estábulo" humilde, por fora dos estabelecimentos eclesiásticos como sempre.3
Interesse nas reuniões na Rua Azusa aumentou depois do terrível terremoto do dia 18 de abril, que destruiu a cidade vizinha de San Francisco. Duras críticas das reuniões nos jornais da cidade também ajudavam a espalhar a noticia do avivamento.
Como no avivamento de Gales, as reuniões não foram dirigidas de acordo com uma programação, mas foram compostos de orações, testemunhos e cânticos espontâneos. No jornal da missão, também chamado "The Apostolic Faith", temos a seguinte descrição dos cultos:
"As reuniões foram transferidas para a Rua Azusa, e desde então as multidões estão vindo. As reuniões começam por volta das 10 horas da manhã, e mal conseguem terminar antes das 20 ou 22 horas, e às vezes vão até às 2 ou 3 horas da madrugada, porque muitos estão buscando e outros estão caídos no poder de Deus. As pessoas estão buscando no altar três vezes por dia, e fileiras e mais fileiras de cadeiras precisam ser esvaziadas e ocupadas com os que estão buscando. Não podemos dizer quantas pessoas têm sido salvas, e santificadas, e batizadas com o Espírito Santo, e curadas de todos os tipos de enfermidade. Muitos estão falando em novas línguas e alguns estão indo para campos missionários com o dom de línguas. Estamos buscando mais do poder de Deus."4
Frank Bartleman também escreveu sobre os cultos na Rua Azusa:
O irmão Seymour normalmente se sentou atrás de duas caixas de sapato vazias, uma em cima da outra. Ele acostumava manter sua cabeça dentro da caixa de cima durante a reunião, em oração. Não havia nenhum orgulho lá. Os cultos continuavam quase sem parar. Almas sedentas poderiam ser encontradas debaixo do poder quase qualquer hora, da noite ou do dia. O lugar nunca estava fechado nem vazio. As pessoas vieram para conhecer Deus. Ele sempre estava lá. Conseqüentemente, foi uma reunião contínua. A reunião não dependeu do líder humano. Naquele velho prédio, com suas vigas baixas e chão de barro, Deus despedaçou homens e mulheres fortes, e os juntou novamente, para a Sua glória. Era um processo tremendo de revisão. O orgulho e a auto-asserção, o ego e a auto-estima, não podiam sobreviver lá. O ego religioso pregou seu próprio sermão funerário rapidamente.
Nenhum assunto ou sermão foi anunciado de antemão, e não houve nenhum pregador especial por tal hora. Ninguém soube o que poderia acontecer, o que Deus faria. Tudo foi espontâneo, ordenado pelo Espírito. Nós quisemos ouvir de Deus, através de qualquer um que Ele poderia usar para falar. Nós tivemos nenhum "respeito das pessoas." O rico e educado foi igual ao pobre e ignorante, e encontrou uma morte muito mais difícil para morrer. Nós reconhecemos somente a Deus. Todos foram iguais. Nenhuma carne poderia se gloriar na presença dele. Ele não pôde usar o opiniático. Essas foram reuniões do Espírito Santo, conduzidas por Deus. Teve que começar num ambiente pobre, para manter o elemento egoísta, humano, ao lado de fora. Todos entraram juntos em humildade, aos pés dele.3
Notícias sobre as reuniões na Rua Azusa começaram a se espalhar, e multidões vierem para poder experimentar aquilo que estava acontecendo. Além daqueles que vierem dos Estados Unidos e da Canadá, missionários em outros países ouvirem sobre o avivamento e visitavam a humilde missão. A mensagem, e a experiência, "Pentecostal" foi levada para as nações. Novas missões e igrejas Pentecostais foram estabelecidas, e algumas denominações Holiness se tornaram igrejas Pentecostais. Em apenas dois anos, o movimento foi estabelecido em 50 nações e em todas as cidades nos Estados Unidos com mais de três mil habitantes.5
A influência da missão da Rua Azusa começou a diminuir à medida que outras missões e igrejas abraçaram a mensagem e a experiência do batismo do Espírito Santo. Uma visita de Charles Parham à missão, em outubro de 1906, resultou em divisão e o estabelecimento de uma missão rival. Parham não se conformava com a integração racial do movimento, e criticou as manifestações que ele viu nas reuniões.
Em setembro de 1906 a Missão da Rua Azusa lançou o jornal "The Apostolic Faith", que foi muito usado para espalhar a mensagem Pentecostal, e continuou até maio de 1908, quando a mala direta do jornal foi indevidamente transferida para a cidade de Portland, assim efetivamente isolando a missão de seus mantenedores.
O avivamento da Rua Azusa durou apenas três anos, mas foi instrumental na criação do movimento Pentecostal, que é o maior segmento da igreja evangélica hoje. William H. Durham recebeu seu batismo no Espírito Santo em Azusa, formando missionários na sua igreja em Chicago, como E. N. Bell (fundador da Assembleia de Deus dos EUA), Daniel Burg (fundador da Assembleia de Deus no Brasil) e Luigi Francescon (fundador da Congregação Cristã no Brasil).6


Pr Paul David Cull
www.avivamentoja.com
 |William J. Seymour

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

"SEREIS ODIADOS POR CAUSA DO MEU NOME" (Lucas 21:17)




O Senhor Jesus ensinando Seus discípulos acerca do final dos tempos, dos últimos dias. E, por causa destes acontecimentos, aqueles  que são cristãos, SEGUIDORES DE CRISTO, sofrerão perseguição por causa do Nome de Jesus, citado por eles para salvação de toda alma.
Fiz uma pequena pesquisa sobre “nome”, a importância de um nome. Um certo site internacional divulgou em uma pesquisa que 64,5% dos que responderam sua enquete, disseram que o nome está intimamente ligado aquilo que a pessoa se torna. E que pode acontecer de um nome estranho interferir na contratação de um profissional, gerando preconceitos. Disseram ainda, que nomes esquisitos na infância geram crianças inseguras e menos propensas a desabrocharem em adultos bem-sucedidos, podendo tornar-se uma pessoa retraída e sem confiança em si mesma.
Na verdade, o nome até pode causar várias impressões antes mesmo de conhecermos a pessoa. A Palavra de Deus leva muito a sério este assunto, mas, independente do que a pessoa carrega por causa do “nome”, ou, de sua personalidade, Deus dá sempre um escape para estas situações.
Entre os hebreus poderia ser comum acontecer quando nascia uma criança, dava-lhe um nome (Gn. 35:18), e outro quando se circuncidava (Lc. 1:59). E, Deus, também mudou o nome de Seus escolhidos, e aqueles em que seus nomes (significados) não condiziam com suas tarefas e funções, ora ministradas por Deus. Foi assim com Abrão, que se tornou Abraão (pai de nações – Gn. 17:5); e Jacó (enganador) para Israel (Gn. 35:10).
Mas, meditava eu ainda, e vi que o nosso inimigo espiritual, que muitas vezes quer imitar o que Deus faz, mas com suas intenções diabólicas e malignas, mudou os nomes de quatro jovens, quando Israel fora escravizado pelo reino babilônico. O significado dos nomes destes quatro jovens exaltavam o seu Deus, o Deus verdadeiro. Eram eles: DANIEL – cujo nome significa Deus é meu juiz; HANANIAS – Deus é misericordioso; MISAEL – Ninguém se compara a Deus; e AZARIAS – Deus é meu socorro.
Eram agora escravos babilônicos e tiveram seus nomes trocados fisicamente, mas espiritualmente a essência do coração de cada um era a mesma. Daniel, se tornou Beltessazar, que em babilônico quer dizer: Bel (deus babilônico) proteja sua vida; a Hananias, denominou Sadraque – amigo do rei; a Misael nominou Mesaque – quem é como o deus Lua?; e a Azarias deu o nome de Abede-Nego – servo do deus mercúrio (Dn. 1:6-7).
Mas de nada adiantou, porque eram jovens comprometidos com Deus, e esta mudança não afetou suas personalidades e nem os seus costumes. O mundo, as circunstâncias, não influenciaram suas vidas, e nem se sentiram motivados a mudanças que sabiam que não agradavam ao seu Deus, e ao que haviam aprendido desde criança. Foram homens bem-sucedidos no reino estrangeiro, ainda mesmo sendo escravos, o que também não afetou suas mentes e nem se sentiram inferiores. Pelo contrário, enfrentaram todas as dificuldades, colocaram à prova os reis e não se subordinaram às leis e regras que desafiavam sua fé em Deus. Fizeram jus o significado de seus verdadeiros nomes.

O seu nome e/ou personalidade não podem afetar seu desenvolvimento com relação a Deus e sua vida cotidiana. A maneira com que as pessoas te conhecem, mesmo sendo algo ruim – como Jacó conhecido por todos como “o enganador”, mas que teve sua história de vida transformada por Deus – pode ser alterado com sua mudança de atitude e com Jesus sendo aquele que transformará sua vida e o Espírito Santo que te guiará no caminho de Deus. Deus transforma tudo!