domingo, 26 de julho de 2015

"SALVAÇÃO"


          Quando o ser humano surgiu no cenário criado por Deus era perfeito em todas as suas qualidades; sua moral era ilibada, seu corpo isento de doenças e sua relação com Deus, santa. O pecado o desfigurou, manchou sua moral, trouxe-lhe doenças e afetou intimamente sua relação com Deus. O processo de reversão destas desgraças causadas pelo pecado é a salvação.
          A doutrina bíblica da salvação nos ensina que o ser humano está atolado na lama fétida do pecado e não consegue por suas próprias forças livrar-se deste estado terrível, por isso precisa ser salvo por alguém mais competente que ele, um ser que não tenha sido atingido pela força destruidora do pecado. No Universo inteiro, apenas Deus está eternamente ileso do pecado, devido ao seu estado ininterrupto de santidade é o único que poderia salvar o ser humano. O meio que usou para isso foi encarnar-se. Deus mesmo, na pessoa de Jesus Cristo faz-se homem semelhante a nós. Usando uma linguagem bastante humana foi um “absurdo”, nossa mente finita não pode conceber como o Criador de todas as coisas temporariamente limitou-se como homem para em seguida ser pendurado numa cruz e sofrer a pena capital por causa de nossos pecados.
          Através da encarnação do Verbo de Deus, sua morte e ressurreição é que iniciou de forma efetiva o processo de reversão das desgraças do pecado. Três eventos são fundamentais no processo de salvação. A primeira coisa que acontece com o indivíduo que é salvo por Jesus Cristo é a regeneração, uma vez que o homem está espiritualmente morto em seus pecados precisa ser trazido de volta à vida; como não temos capacidade para doar vida em nenhuma instância; a regeneração é um ato unicamente da misericórdia de Deus. Em seguida à regeneração o pecador é justificado, num sentido básico, o pecador é declarado perdoado através da obra redentora de Cristo e recebe, em consequência disso, a restauração de sua comunhão com Deus. Depois de regenerados e justificados o terceiro dos elementos essenciais à salvação é a santificação, se nos dois primeiros eventos podemos dizer que somos sujeitos passivos, na santificação somos participantes ativos. Quando sou restituído à comunhão com Deus por meio da regeneração e declarado perdoado por meio da justificação, devo perguntar a partir daí o que devo fazer para continuar vivendo. A resposta para esta indagação é a santificação, isso tem a ver com a progressividade da minha salvação, é o resultado ético e cristão das ações da nova vida que foi implantada através da regeneração.

          Em linhas gerais isto é a salvação, na morte e ressurreição de Cristo iniciou um processo de reversão. O pecado causou a morte espiritual, a regeneração nos trouxe de volta à vida, o pecado nos declara culpados, mas a justificação nos declara inocentes; o pecado nos tornou profanos, mas pela santificação vamos abandonando gradativamente este estado, até chegar à medida de homem aperfeiçoado (Ef.4:13).

domingo, 5 de julho de 2015

"BIBLIOLOGIA - LIVROS PROFÉTICOS"


          São 17 livros chamados PROFÉTICOS, que vão de Isaías a Malaquias. Estão subdivididos em Profetas Maiores e Profetas Menores. Os livros trazem o nome de 16 profetas hebreus, aos quais se acrescentam as Lamentações.

1.     O LIVRO DE ISAÍAS – Isaías viveu no século VIII a.C.  O livro que trás o seu nome é dos mais impressionantes do A.T. Pinta com cores fortes o poder de Deus e contêm mensagem de esperança para o seu povo. Ele profetizou por mais de quarenta anos.
2.     O LIVRO DE JEREMIAS – Jeremias viveu cerca de cem anos depois de Isaías, tendo sido chamado por Deus à vocação de profeta em 627 a.C. e morrido pouco depois de 587 a.C. Na sua época a Assíria, a superpotência do Norte, entrava em decadência. A nova ameaça do reino de Judá era Babilônia. Por quarenta anos advertiu o povo sobre o futuro juízo de Deus, que o castigaria, por causa da sua idolatria e do seu pecado. Por fim suas palavras cumpriram-se, em 587 a.C. o exército babilônico, conduzido por Nabucodonosor, destruiu Jerusalém e o templo, levando muitos judeus para o exílio. Jeremias recusou a oferta de viver comodamente na corte babilônica e provavelmente morreu no Egito.
3.     O LIVRO DE LAMENTAÇÕES – É uma coletânea de cinco poemas, que choram a queda de Jerusalém e o exílio. O templo tinha sido destruído e a nação via nisso um sinal de que Deus a tinha entregado aos inimigos. O profeta Jeremias chora o pecado do seu povo. Mas também contém promessa de esperança.
4.     O LIVRO DE EZEQUIEL – O profeta Ezequiel foi levado para o exílio babilônico no ano de 597 a.C. e ali viveu antes e depois da queda de Jerusalém em 587 a.C. Foi chamado para a missão de profetizar aos trinta anos de idade e dirigiu sua mensagem tanto aos exilados em Babilonia, quanto ao povo que ainda vivia na longínqua Jerusalém. Ezequiel sublinhou a responsabilidade individual diante de Deus e a renovação do povo partindo do coração.
5.     O LIVRO DE DANIEL – Daniel é apresentado como exilado de Judá que viveu na corte babilônica no tempo de Nabucodonosor e seus sucessores. Na verdade, parece mais homem de estado que profeta. O livro que leva seu nome foi escrito no momento em que o povo judeu estava oprimido, talvez durante a perseguição babilônica sob o domínio de Nabucodonosor.


01. O LIVRO DE OSÉIAS – Oséias viveu mais ou menos na época de Isaías, no século VIII a.C., no reino de Israel. Profetizou durante os tormentosos 40 anos que antecederam a queda de Samaria em 722 a.C. Israel teve seis reis no espaço de vinte anos e frequentemente contemporizou com as religiões pagãs. O profeta preocupou-se muito com a idolatria e pintou a infidelidade de Israel com imagens tiradas do seu próprio casamento com mulher infiel.
02. O LIVRO DE JOEL – Não conhecemos nada sobre este profeta, nem sabemos em que tempo viveu. Talvez tenha vivido depois do exílio. Seu livro fala de exército de gafanhotos que devoram as colheitas e de seca desastrosa. Trata-se de imagens do iminente juízo de Deus sobre aqueles que lhe desobedecem, imagens do “dia do Senhor”.
03. O LIVRO DE AMÓS – Amós era originário de uma cidade de Judá, mas dirigiu sua mensagem ao reino do Norte (Israel). Viveu no século VIII a.C., durante o reinado de Jeroboão II de Israel. Foi pastor e cultivador de uma espécie de figueiras. Naquela época Israel vivia em grande prosperidade e riqueza, o reino também parecia religioso. Mas Amós condenou sua hipocrisia. Os pobres eram oprimidos e a religião era apenas fachada. Era necessário um homem corajoso para denunciar a nação em Nome de Deus, e Amós desejou que a justiça “corresse como rio”.
04. O LIVRO DE OBADIAS – Este é o mais curto do Antigo Testamento e foi escrito depois da queda de Jerusalém em 587 a.C. Os edomitas, antigos inimigos de Judá que habitavam as montanhas a sudeste do Mar Morto, aproveitaram a ocasião para invadir o país. Obadias condenou o orgulho de Edom e profetizou a sua derrota.
05. O LIVRO DE JONAS – Diversamente dos outros livros proféticos, o de Jonas tem a forma de uma história. Descreve as aventuras um tanto fabulosas, mas de cunho moral, de um profeta que tentou desobedecer às ordens de Deus. Jonas recebera de Deus a incumbência de ir a Nínive, capital da Assíria, e de converter o seu povo. Finalmente Jonas anunciou a mensagem e ficou desgostoso quando Deus perdoou a cidade, grande inimiga de Israel. O livro mostra o amor e a bondade de Deus, que prefere esquecer e salvar a punir e destruir.
06. O LIVRO DE MIQUÉIAS – O profeta Miquéias foi mais ou menos contemporâneo de Isaías, Amós e Oséias no século VIII a.C., e dirigiu a sua mensagem tanto a Judá como a Israel. À semelhança de  Amós, Miquéias denunciou os governantes, os sacerdotes e os profetas porque exploravam os pobres e indefesos, defraudavam e desonravam a religião. O juízo de Deus viria sobre Samaria e Jerusalém. Mas também teve palavras de esperança, prometendo que Deus instauraria a paz universal e que da família de Davi surgiria um Rei, portador da paz.
07. O LIVRO DE NAUM – Este consiste num poema. O profeta prediz que Nínive cairá e regozija-se pelo juízo de Deus contra uma nação cruel e arrogante. De fato, Nínive caiu nas mãos dos babilônicos e dos medos em 612 a.C. provavelmente, o livro foi escrito nessa época.
08. O LIVRO DE HABACUQUE – Este livro é do fim do século VII a.C., quando Jeremias profetizava em Jerusalém. Era a época dos cruéis babilônicos. Deus responde que intervirá no momento oportuno e punirá os malfeitores.
09. O LIVRO DE SOFONIAS – Sofonias proclamou a mensagem de Deus a Judá durante o reinado de Josias (640-609 a.C.), no início da atividade de Jeremias. Manassés e Amon, os dois reis anteriores, tinham levado a religião e a moral da nação ao nível mais baixo já alcançado. Sofonias lembra a Judá o juízo que se aproxima por ter abandonado o Deus vivo, e prediz aos vizinhos de Israel a destruição que os esperava. Mas ainda assim Jerusalem será reconstruída.
10.O LIVRO DE AGEU – Ageu, Zacarias e Malaquias, os três últimos livros do A.T., são da época em que os judeus haviam voltado do exílio, sob a liderança de Esdras e Neemias. Após os primeiros esforços para reconstruir o templo destruído pelos babilônios em 587 a.C., haviam interrompido a obra. O livro de Ageu é coleção de breves mensagens “do Senhor” comunicadas por meio do profeta em 520 a.C. O profeta convida seus contemporâneos a estabelecerem as prioridades justas. É necessário concluir a reconstrução do templo.
11.O LIVRO DE ZACARIAS – O profeta Zacarias era de família sacerdotal e, como Ageu, esteve envolvido na reconstrução do templo, concluído em 516 a.C. Trata da espera do Messias e do juízo final.
12. O LIVRO DE MALAQUIAS – Na época de Malaquias o templo tinha sido reconstruído, mas o povo continuava desiludido. O exílio havia acabado, mas os tempos continuavam duros, muita gente passava mal e se sentia abandonada por Deus. O profeta lembra-lhes o amor de Deus e convida os sacerdotes e o povo a respeitá-lo e a obedecer-lhe. O povo não dava a Deus o que lhe era devido no sacrifício, no culto e no comportamento.