domingo, 2 de junho de 2013

DONS MINISTERIAIS DEVEM PRODUZIR EQUILIBRIO

           Um dos itens mais atraentes para nós no início dos estudos de dons ministeriais de Cristo é sua sábia variedade.
          É verdade que o primeiro da lista, o apóstolo, parece englobar todo o tipo de ministérios, mas existem profetas, cujo ministério é movido por inspiração e apela para os elementos emocionais da natureza humana. Para dar equilíbrio, há professores (mestres), cujo ministério é lógico e apela para as faculdades intelectuais; existem evangelistas, cujo ministério é quase exclusivamente fora da igreja, e pastores cujo ministério é quase exclusivamente dentro dela.
          Todos são igualmente necessários e dignos de honra.
          Essa questão de equilíbrio é de vital importância para um ministério exteriormente eficaz  e equilibrado, com um crescimento bem alicerçado interiormente. Isso é muito mais importante do que a maioria dos cristãos imaginam. Muitos ministérios não tem outra visão a não ser a de um único homem que ministra e recebe expectativas em torno de si para preencher todas as necessidades – evangelísticas, pastorais, educacionais e proféticas.
          Espera-se que um único homem tenha grande sucesso no evangelismo, seja um grande organizador, um bom pastor de visitações, um instrutor bíblico competente e ainda possua dons de cura e uma capacidade de expressão inspirada. A maravilha é que muitos homens (e/ou mulheres) parecem aproximar-se, ao menos em algumas medidas desse padrão exorbitante que não consta nas Escrituras. Normalmente, isso se torna uma pressão terrível para eles, e, provavelmente, isso pode facilmente fazer com que jamais alcancem com competência a excelência daquilo que Deus realmente os chamou para realizar.
          Outros ministérios e membros de igreja não parecem ao menos ter o desejo ou a visão de um único homem que supra todas as linhas de ministério; eles parecem enxergar apenas uma frente de trabalho e não tem tempo, nem apreciam tampouco encorajam nada além daquilo que fazem. A exemplo disso, algumas congregações e alguns cristãos não tem visão nem entusiasmo para coisa alguma além do evangelismo no sentido extremo do termo e, praticamente ignoram o ensino e os professores. Por outro lado, existem outros que ministram tanto ensino bíblico que transformariam a congregação em uma escola bíblica, ignorando completamente o impacto do testemunho. Ambos os tipos provavelmente se uniriam em “desprezar as profecias” (I Ts. 5:20) e não teriam tempo nem espaço para os dons proféticos e de línguas ou interpretação. Ainda, em outros extremos , existem os que desvalorizam esses dons, pois eles não consideram que um pregador “esteja na benção” ou na liberdade do Espírito, a menos que sua ministração seja permeada com as manifestações descritas; eles apreciam todos os encontros da congregação que sejam dominados por essas características. Em ambos os casos, existe uma séria e profunda falta de equilíbrio.
          Faz-se necessária uma apreciação dos ministérios que Cristo colocou para a igreja. A realização de cada um deles é essencial para o bom desenvolvimento da atividade e crescimento do Corpo de Cristo.
          O plano divino é que cada ministro estabelecido pelo Senhor na igreja, sirva para corrigir e complementar o outro, proporcionando assim tanto os elementos em falta, como as coisas que precisam ser restituídas por serem excessivas em qualquer assunto – o profeta para inspirar o professor; o professor para fortalecer o profeta; o evangelista para continuamente nos lembrar da necessidade do mundo que morre sem o evangelho, o pastor para nos mostrar que almas precisam muito de cuidados até mesmo depois de elas terem “vencido”. O apóstolo, acima de todos, deve inspirar e guiar novas conquistas para Cristo e Sua Igreja.



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Marcelo Donisete