domingo, 29 de julho de 2012

"REBELIÃO É FEITIÇARIA"



Deus, através de Seu profeta Samuel, repreendeu ao rei de Israel, Saul, por causa de sua rebeldia em não executar exatamente o serviço da maneira que Ele havia ordenado. E suas atitudes foram as mesmas de um feiticeiro (segundo a Bíblia em I Sm. 15:23 – “A rebelião é como pecado de feitiçaria...”).
Há pessoas, que são habilidosas, ou seja, são capacitados para obra de Deus e outros trabalhos materiais, mas tem forte tendência à infidelidade e desobediência. Dizem: ‘Eu não obedeço a homens, obedeço a Deus’. A Bíblia chama a estes de rebeldes. Deus estabeleceu pessoas na igreja para ensinar, edificar, cantar, aconselhar, interceder e para liderar. O pastor é o representante legal de Jesus, como Moisés era de Deus para os israelitas.
O rei Saul era habilidoso, mas, deixou de obedecer totalmente à ordem de Deus dada pelo profeta Samuel, e a ordem era esta: “Vai, pois, agora e fere a Amaleque, e destrói totalmente tudo o que tiver...” Saul reuniu os soldados, cercou a cidade dos amalequitas e os feriu. Até aqui estava agindo de acordo, mas depois...: “E Saul e o povo perdoaram a Agague (rei dos amalequitas) e ao melhor das ovelhas e das vacas... e ao melhor que havia, e NÃO OS QUISERAM DESTRUIR TOTALMENTE...”Apesar de suas habilidades e ser capacitado para esta obra, não foi obediente.
Quando as instruções, que são necessárias, não são cumpridas, entra o pecado de rebelião. Saul, após ser repreendido por Samuel, deu desculpas por não ter obedecido e ainda culpou o povo. Os soldados trouxeram os animais para oferecer a Deus em sacrifício, mas Saul deveria repreende-los porque a ordem de Deus estava sobre ele e não sobre os soldados, que obedeciam ao rei. Para Deus, em primeiro lugar, está a obediência em Sua Palavra, Deus quer que sejamos fiéis e obedientes a Ele e às autoridades por Ele constituídas.
Feitiçaria é uma ação maléfica própria de bruxos e de magia negra. Claro que um crente não faz trabalhos de bruxaria, mas, simbolicamente, mostrarei semelhanças entre os rituais de feiticeiros e os costumes rebeldes, enganadores e desobedientes dos que usam o apelido de crentes ou evangélicos:

a)      Mediunidade e clarividência

A adivinhação é um dos atributos da feitiçaria, prevê-se na maioria das vezes: casamentos ilícitos e fim de casamentos; a ruína do empresário, do comerciante, do trabalhador autônomo; acidentes no serviço de operários e donas de casa; enfim, muita desgraça e pouca sorte.
Não é muito difícil encontrar alguns clarividentes que exercem a função de médiuns. Este ‘tipo’ acha-se espiritualmente superior e capaz de receber um espírito que prevê a desgraça alheia. Chegam com pinta de profeta, sério e olhar fixo para o irmão desprotegido e sem nenhum conhecimento bíblico (não se atrevem aproximar-se daquele que foi transformado e orientado e é um SEGUIDOR DE CRISTO), e diz: “Eu vejo uma nuvem negra na cabeça do irmão!” Ou, “Vejo um vulto te acompanhando...” e outras frases absurdas com o intuito de tirar a paz de quem ouvem. Previsões de tragédias são semelhantes às previsões de feiticeiros e bruxos. É possível receber da parte de Deus, como forma de alerta, algo que vai acontecer com alguém, mas isto não será usado para causar mais medo ou perturbar psicologicamente uma pessoa, sobrevindo ainda mais desgraças sobre a vida daquele a que se deu a previsão. Quando é de Deus, tanto o que recebeu quanto o que é avisado oram juntos, expulsando todos os espíritos malignos que estão tramando perdas e calamidades. Aqueles que não são cristãos e não sabem orar, devem ser avisados e orientados biblicamente da forma que irão se proteger. O cristão deve buscar de Deus a solução para a visão que teve.
Isto foi o que Jesus nos ensinou quando avisou a Pedro que o diabo pediu para cirandar com ele como trigo. Jesus orou e rogou a Deus que o livrasse, antes de avisar a Pedro.
O "feiticeiro", como tendo uma ‘premonição’, ainda diz para a pessoa ficar atento ou acontecerão coisas piores. O diabo tem suas estratégias e usa a boca de quem lhe dá alguma brecha, para falar aquilo que é dele próprio, pois é mentiroso. Suas intenções são as piores com o povo de Deus, então, traz o que está lá no mundo, nas religiões que ele criou para o meio evangélico de maneira disfarçada, e só percebe quem está em comunhão com Deus.
Os espíritos de engano sabem como influenciar um crente a “profetizar” mentiras, usando palavras que estão fora do ensinamento bíblico (II Co. 18:20-21).

b)      Sedução

Seduzir é desencaminhar, atrair ou fascinar alguém, é inclinar o próximo ao mal ou ao erro. Usar de sedução, outro atributo de feiticeiro, para conseguir afastar uma pessoa do propósito divino. Usam de vários meios e artimanhas com a finalidade de conduzir alguém ao que ele sabe que é errado, mas ele faz e quer que outros façam também e quer enganar a outros e leva-los a imitar suas ações. Um exemplo de sedução está no início da existência humana (Gn. 3:6), Eva foi seduzida pela serpente, depois, Adão foi seduzido por Eva a cometer o mesmo erro. Assim começa se espalhar a religiosidade no meio evangélico, começa por um que diz ao outro, que diz à outra, e quando alguém percebe muitos estão perturbados e endemoninhados sem sair da igreja. A religiosidade se espalha de tal forma que mais parece uma praga contagiosa (II Tm. 2:16-18).
Eva, com certeza, já vinha reparando aquela árvore bonita que tinha um fruto diferente das outras, e quando a serpente usou o argumento que ela queria ouvir, optou (usando pela primeira vez seu livre-arbítrio) em pegar do fruto que Deus havia proibido. As palavras da serpente, que foi a primeira médium, foram sedutoras, irresistíveis. A Bíblia Sagrada relata exatamente o que a mulher pensava daquela árvore:
  • BOA PARA SE COMER;
  • AGRADÁVEL AOS OLHOS; e
  • DESEJÁVEL PARA DAR ENTENDIMENTO.
Prova que aqueles que são “inocentes” se forem seduzidos, somando com a curiosidade de saber o que é deixar de ser “inocente”, podem cair a qualquer momento. 
O sedutor nunca mostra o lado ruim das coisas, só mostra o que é bom, despertando a curiosidade e tornando tudo fascinante, como: o primeiro cigarro – “homem que é homem fuma”; o primeiro trago de maconha – “você vai fazer uma viagem”; o primeiro gole de bebida alcoólica – “quem bebe conquista muitos amigos”. Estas e outras frases convencem e o “inocente” no assunto é enganado.
Eva encontrou a oportunidade de comer do fruto proibido e, em seguida, Adão também comeu. Caiu em pecado, diferentemente de como Eva caiu (I Tm. 2:14), Adão sabia que não podia comer aquele fruto, mas, mesmo sem ser enganado, comeu. Era sedutor conhecer o bem e o mal, ele também tinha a curiosidade. Aquela árvore era diferente e já que a mulher comeu e não morreu como Deus disse que aconteceria (Gn. 2:17), tomou do fruto proibido. Quando foi procurado por Deus, como aconteciam todas as tardes, se escondeu e colocou a culpa em Eva.
Temos facilidade em transferir nossas falhas para alguém, dificilmente, ou nunca, assume-se o erro. Lembra de Saul que não fez tudo o que Deus mandou e ainda colocou a culpa no povo, e disse que os mesmos trouxeram os animais para oferecerem como oferta a Deus? Esta é a atitude do feiticeiro-sedutor.

Todos estes atributos são dos feiticeiros: mediunidade, sedução. São dos que praticam a rebeldia, o engano e a desobediência. São desobedientes a Deus e consequentemente ao pastor ou discipulador. Não fazem o que lhes é designado, ou se fazem, fazem pela metade, não concluindo a missão, o que também é rebelião. E isto é feitiçaria!

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Marcelo Donisete